O tratamento de metadados em diferentes aplicativos de edição de imagens digitais e suas implicações quanto a privacidade e a perícia digital

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Ministério Público Federal

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O objetivo geral da pesquisa foi analisar como as práticas adotadas por aplicativos de edição e compartilhamento interferem na preservação, modificação ou ausência de metadados e quais são suas implicações para a perícia digital. Os resultados indicam que muitos aplicativos geram novos arquivos de imagem durante processos de edição ou compartilhamento, nos quais diversos metadados jamais são criados, e que informações contextuais relevantes podem permanecer restritas a bancos de dados, caches e registros internos dos aplicativos responsáveis pelo processamento da imagem. Dessa forma, a ausência de metadados não pode ser interpretada automaticamente como indício de manipulação intencional. Concluiu-se que os metadados devem ser compreendidos como elementos auxiliares de prova, cujo valor probatório depende de análise contextual, do conhecimento sobre o funcionamento dos aplicativos envolvidos e da correlação com outros vestígios digitais, sendo inadequado seu uso isolado na fundamentação de conclusões periciais.

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Acesso concedido aos públicos interno e externo.

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